quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Manchetes

O Correio da Manhã tem muitos leitores. Leitores a mais, podia dizer. Mas não digo porque não acho que isso seja verdade todos os dias. Digo antes que na segunda-feira, 23, o Correio da Manhã devia ter ficado na gráfica. Porquê?

Porque a manchete era isto, só isto e nada mais do que isto:

40% dos homicidas são estrangeiros

Mais nada. Nem é preciso dizer mais nada. Ah, esperem, se eu lá estivesse na hora de fazer a manchete tinha proposto para subtítulo: "Deviam era voltar todos para a terra deles"

Pena. Não estava.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Spoon - The Underdog

you got no fear of the underdog,
that’s why you will not survive

Spoon - The Underdog

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Isto dos seguidores

Acabei de aceitar uma proposta do Blogger. Não me perguntou se queria ser seguida, mas perguntou-me se me importava de mostrar no blogue quem me segue. Não tive de pensar muito. Se alguém me anda a seguir, prefiro que seja público. Assim, se me apanharem e me fizerem mal não têm como o esconder. Isto nunca se sabe.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Corro sérios riscos

de me apaixonar pelo Twitter. Microblogging soa-me bem. Soa a postar pouco, e quem sabe bom.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Atrasei-me

Não foi quando as conheci. Foi quando percebi que íamos ser amigas. Das que falam, falam, falam. Das que ficam ao lado. Das que fazem pensar: estas quatro. Pensei: cheguei tarde. Em dois momentos pensei: atrasei-me e agora não há nada a fazer. Foi quando vi fotografias do casamento e do coche a descer a Sé. E quando ouvi a descrição da despedida de solteira que não precisou de strips. Pensei: nada a fazer. Já passou e eu não estive lá. E já tinha desistido de pensar nisso. Tinha dado o caso por encerrado. Só que há doidos para tudo. E agora que chegamos a 2009 depois de um ano de muito drama, ela dá-nos a notícia: vou casar. Mas não nos dá a notícia no dia em que é pedida em casamento, à pressa, ao telefone. Nem nos chama lá a casa para um chá e uma fatia de bolo de chocolate. Escolhe dar-nos a notícia enquanto faz uma rotunda. Tira a mão do volante enquanto faz a rotunda e mostra-nos o anel. E nós fazemos o que se espera de nós: gritamos, olhamos umas para as outras e gritamos mais. E eu penso: afinal cheguei a tempo.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Eu não ouvi bem

Há um piloto que faz uma amaragem (um milagre, digamos) no rio Hudson, em Nova Iorque, e um piloto português diz isto: "Já me aconteceu várias vezes chocar com pássaros." É piada, não é? No Jornal da Noite fez-se o mesmo: "Todos os pilotos são treinados para fazer isto, ter conseguido salvar 150 pessoas é normal dentro da anormalidade, planar é o prato do dia dos aviões comerciais." É normal perder dois motores, levar 150 pessoas a bordo, aterrar num rio cuja água está a oito graus negativos e conseguir que ninguém morra? O que aconteceu ontem é normal? Tenham juízo, sim? Aproveitem uma notícia que em vez de nos contar que um avião caiu nos conta que um avião se podia ter espatifado sobre Manhattan e não estatifou. O que aconteceu ontem podia ter sido fabricado para ser propaganda política (da melhor que há) para Obama. E por aí se vê que o que aconteceu foi mesmo muito importante. Também só podia. Com um nome assim (Chesley Sullenberg III), este piloto só podia estar destinado a ser notícia. Estava a pedi-las.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Eu ia dizer

fuck 2008. Mas não posso. Perde o blogue em tristeza lírica, ganho eu em património afectivo. E em ano de crise financeira, quero ver se não ponho nem cabeça nem coração no prego.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

I'm Good, I'm Gone

É a Lykke Li a cantar. E eu a rever o Variedades e dois dias de concertos na Avenida. Já antes tinha visto este vídeo. Mérito de quem me dá música. Mais uma vez. Noto um padrão. A música chega-me, é raro procurá-la. Tenho andando a pensar sobre isto. Não sei é se é maior a generosidade de quem me dá música se a preguiça que desconfio ter em procurá-la.

Eu já escrevi mais

mas também já tive menos coisas para fazer.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Diálogos com a neura de outrem

A vida é dura e depois morre-se?

A vida não é sempre dura. A cabeça sim.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O que tu querias

era saber se nos deixando nos deixavas. Não deixas.

Sabes que dia é hoje?

Mas há maneira de me esquecer?

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Nada a dizer

sobre a derrota da selecção nacional de futebol
nem sobre Manuela Ferreira Leite

tudo me parece demasiado absurdo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Quem agradece sou eu

Não sei se agradeci a todos os que estiveram na festa. Ficam a saber: estão na minha lista branca.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

É assim Neruda

Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

For no one

É por causa dele que estou a ouvir esta canção em repeat.

Porque ele faz parte da minha ronda.

Entre os Dedos

Fui ver. E só havia um deserto. Cinzento, crítico, previsível.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

É um truque

não é mais do que isso. Quando me virem na rua, peçam-me dinheiro para uma sopa. Podem querer dinheiro para droga, podem querer dinheiro para álcool, podem querer dinheiro para tudo o que vos fizer mal ao corpo e à cabeça. Mas peçam-me dinheiro para comida. Porque a isso não digo que não. Ontem foi assim. Entre os Restauradores e o Chiado, pediram-me dinheiro três vezes. Uma vez para uma sopa, outra vez para frutas e uns vegetais. Da primeira vez puxei de um euro. Da segunda vez um euro e trocos. Da terceira vez pediram-me uma ajuda. Disse que não podia. Podia, na verdade, podemos sempre. Mas consegui resistir. Foi só isso: resistir. Resisto a dar dinheiro a quem mo pede. Excepto, cá está, se me pedirem dinheiro para comida. Aí eu não sei fazer outra coisa que não querer muito acreditar que é mesmo para comida, que se eu lhes pagar uma sopa o dia lhes corre melhor. É parvoíce, é verdade. Mas acontece.